quinta-feira, 19 de abril de 2018

Sonata Em Auschwitz de Luize Valente

abril 19, 2018 1 Comentários

Olá amores, hoje trago essa parceria maravilhosa com a autora Luize Valente, Sonata em Auschwits. Livro incrível, que vale muito a pena ler.
Sobre a autora:
De ascendência portuguesa e alemã, Luize Valente nasceu no Rio de Janeiro. Escritora e documentarista. Seu romance, Sonata em Auschwitz (2017), foi editado também em Portugal. Luize é formada em Jornalismo e pós-graduada em Literatura Brasileira pela PUC/RJ. Como jornalista, atuou por mais de 25 anos na televisão cobrindo assuntos internacionais, na GloboNews, na TV Globo, na Bandeirantes e no GNT.

SINOPSE:
Um bebê nascido nas barracas de Auschwitz-Birkenau em outubro de 1944 e uma sonata composta por um jovem oficial alemão, na mesma data, também em Auschwitz, dão origem a duas histórias que se cruzam e se completam. Décadas depois, Amália, portuguesa com ascendência alemã, começa a levantar o véu do passado nazista de sua família a partir de uma partitura que lhe é revelada por sua bisavó. A dúvida de que o avô, dado como morto antes do fim da Segunda Guerra, possa estar vivo no Rio de Janeiro leva Amália a atravessar o oceano e a conhecer um casal de judeus sobreviventes do Holocausto.


Instagram: @luizevalente
Editora: Record

domingo, 8 de abril de 2018

Resenha: Love Is In The Air

abril 08, 2018 1 Comentários

 Título: Love Is In The Air
 Autoras: Eva Zooks, Tamires   Barcelos, Catariana Muniz e   Paola Scott
 Editora: Ler Editorial
 Páginas: 252







SINOPSE: 
Ah, o Amor! As dificuldades, os calafrios, os encontros inesperados, os pensamentos loucos...
Nos quatro contos de Love is in the air você vai conhecer lindas histórias, românticas e quentes, sobre esse sentimento cheio de altos e baixos.
Eva Zooks, Tamires Barcellos, Catarina Muniz e Paola Scott apresentam contos ambientados em Londres — a terra da Rainha, do chá e de cenários incríveis — para você se apaixonar como nunca antes.
"Eu, que já sou fã incondicional da literatura erótica e amo escrever um livro hot, adorei!" - Nana Pauvolih.



RESENHA: 

O livro é perfeito para quem ama contos com suspense e uma pegada erótica que faz o leitor suspirar pelo enredo da história. É uma leitura rápida e cheia de surpresas, além de ser escrito por escritoras ótimas e conhecidas. A linguagem é leve, instigante e prazerosa o que prende a atenção do leitor do inicio ao fim.
O livro é formado por quatro contos escrito pelas autoras Eva Zooks, Tamires Barcellos, Catarina Muniz e Paola Scott, publicado pela Ler Editorial. As histórias contadas em Love Is In The Air se remetem a Londres.

1° Conto - Lembranças de um Outono em Londres. - Eva Zooks
O primeiro conto escrito por Eza Zooks, conta a história de amor de um soldado britânico que está preso e só consegue encontrar a amada Gabriela uma vez por ano. É uma história que envolve magia e muita fantasia, além de muito erotismo. Ambos sentem muito desejo e amor um pelo outro e realizam suas fantasias sexuais ao se encontrarem deixando todos os problemas de lado e angústias. O soldado sente medo de perder sua amada por viver tão distante e ser proibido de vê-la mais vezes. A história deles é surpreendente e cercada de enigmas por cada parte.
2° Conto - Sussurros do Coração -Tamires Barcellos
Este conto aborda a história de Samantha e Henry como protagonistas, ambos possuem uma vida diferente, de um lado ele, que sofreu muito e passou por diversos desafios, do outro Samantha uma jovem reprimida pela família extremamente conservadora e arcaica, cheia de princípios e repressão.

Samantha não vive, apenas serve aos pais, pois cuida da casa e tem horário para tudo, além de ser tratada como uma empregada e não como filha. Seu refúgio são os livros, pois costuma ir a biblioteca escolher seus preferidos para levar para casa e passa horas lendo todos os dias. Um certo dia durante uma refeição em casa seus pais comentam sobre a chegada de um novo vizinho a pequena cidade e avisa para a filha não voltar tarde da biblioteca, pois todos comentam que esse cara tem aparência de "bandido", isso por ele ser tatuado e andar de moto.

Como o destino é surpreendente Samantha encontra o vizinho Henry em um momento muito tenso, então ela o procura depois e ambos se aproximam muito sem que seus pais saibam. Essa aproximação deles traz consequências graves para Samantha com relação a família e ela tem que fazer uma escolha durante um momento tenso de sua vida.
Qual a escolha de Samantha? Como sua família reagiu após perceber sua aproximação com Henry? Para saber o desfecho leia esse conto incrível e se surpreenda com o desfecho.

3° Conto - A Mania da Ninfa - Catarina Muniz
Nesse conto há muitas surpresas na vida do médico Richard e sua chefe a médica Elizabeth, que é bem conceituada no hospital. Richard um jovem médico que nunca havia vivido nenhuma aventura e começa a avaliar a chefe de uma forma diferente, pois ela o deixa intrigado com suas atitudes no local de trabalho, embora seus amigos tenham alertado para não se aproximar dela, isso o deixou ainda mais atraído para conhecê-la melhor.
Com o passar do tempo Richard começa a analisar cada vez mais a melhor forma de chegar até ela, pois tudo que ouviu falar a respeito apenas o instiga a querer viver uma fantasia sexual com ela. Até que um dia ele consegue se aproximar e se envolver, mas o que não sabe é que está entrando em uma armadilha na qual não vai conseguir sair.

A história é muito envolvente e instigante. Richard fica preso a Elizabeth e corre atrás dela o tempo todo, por ela ser uma mulher diferente de todas e sempre dominar a situação. Além de ser fria e focar em satisfazer seus desejos sexuais acima de tudo. Ele comete vários erros por ter se apaixonado muito, mas sempre busca concertar e resolver da melhor forma. A história instiga o leitor a ler sem parar de tão surpreendente, pois surge fatos marcantes e emocionante na vida deles.
4° Conto - Nos Arredores de Londres - Paola Scott
Neste conto Catarina viaja para Londres durante suas férias, que planejou com muito entusiasmo. Nessa aventura vai em uma livraria e percebe que está havendo uma sessão de autógrafos, assim ela compra o livro e vai para fila. Catarina é a última da fila e ao chegar sua vez fica impressionada com a beleza do escritor Sebastian. Eles vão tomar um café juntos e a atração entre eles é forte, o que faz viverem um amor de férias e muitas aventuras. É um conto quente e instigante que fechou com chave de ouro, por ser diferente dos anteriores e com o personagem principal com características únicas.

O livro é muito organizado, cheio de detalhes maravilhosos como as cores, a capa e a página de abertura de cada conto que é bem trabalhada e deixa o leitor muito confortável. Além disso, a escrita e os capítulos são essenciais para deixar a leitura ainda mais fluída e aconchegante.

terça-feira, 27 de março de 2018

RESENHA: HIROSHIMA

março 27, 2018 1 Comentários
Por: João Paulo


“E assim, seja lá como for     
Vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor
Brotar do impossível chão.”
(Chico Buarque)


Livro: Hiroshima
Autor: John Hersey
Editora: Cia Das Letras
Páginas: 176










SINOPSE
A bomba atômica matou 100 mil pessoas na cidade japonesa de Hiroshima, em agosto de 1945. Naquele dia, depois de um clarão silencioso, uma torre de poeira e fragmentos de fissão se ergueu no céu de Hiroshima, deixando cair gotas imensas - do tamanho de bolas de gude - da pavorosa mistura.

Um ano depois, a reportagem de John Hersey reconstituía o dia da explosão a partir do depoimento de seis sobreviventes. O texto tomava a edição inteira da revista The New Yorker, uma das mais importantes publicações semanais dos Estados Unidos. O trabalho do repórter alcançou uma repercussão extraordinária. 

Sua investigação aliava o rigor da informação jornalística à qualidade de um texto literário. Nascia ali um gênero de jornalismo que estabelecia novos parâmetros para a maneira de relatar os fatos. A narrativa de Hersey dava rosto à catástrofe da bomba: o horror tinha nome, idade e sexo. Ao optar por um texto simples, sem enfatizar emoções, o autor deixou fluir o relato oral de quem realmente viveu a história.


Quarenta anos mais tarde, Hersey voltou a Hiroshima e escreveu o último capítulo da história dos hibakushas - as pessoas atingidas pelos efeitos da bomba. Hiroshima permitiu que o mundo avaliasse o inacreditável poder destrutivo das armas nucleares e a terrível implicação do seu uso.


Éramos Seis: será que a rosa foi esquecida? 

RESENHA: 
Em “Hiroshima” (1946), livro-reportagem do jornalista americano John Hersey, o lendário cenário trágico do pós-bombardeio dos Estados Unidos ao solo japonês é resgatado à memória por aqueles que testemunharam o impacto da bomba atômica não só na cidade de Hiroshima, mas também nos seus destinos. O clarão do céu de Hiroshima escureceu suas vidas. 

Um ano após o incidente, John Hersey buscou narrar os acontecimentos que se seguiram depois do bombardeio sob a ótica daqueles que sentiram na pele, literalmente, os efeitos da devastação atômica. Toshiko Sasaki, o reverendo Kiyoshi Tanimoto, a sra. Hatsuyo Nakamura, o dr. Masakazu Fujii, o padre alemão Wilhelm Kleinsorge e o dr. Terufumi Sasaki narram fielmente as agruras que fulminaram completa e instantaneamente suas vidas.  

Cada qual em seu canto, realizando suas tarefas diárias, mas o medo de um iminente ataque aéreo se refletia nos olhares constantes e pavorosos que percorriam o céu de Hiroshima, além do barulho agonizante das sirenes de alerta que rompiam o silêncio e decretava estado de preocupação, vigilância, por vezes até pânico. Os seis integrantes da narrativa jornalística estavam, conscientemente, à espera de um Armagedom. E ele veio.

Precisamente às oito e quinze da manhã, horário do Japão, do dia 6 de agosto de 1945, a bomba atômica é lançada sob a cidade de Hiroshima e seus destinos começam a se entrelaçar num enredo de euforia, catástrofe e tristeza, que John Hersey trouxe à tona. 

Com descrição precisa e minuciosa, a leitura do livro nos impulsiona a mergulhar num espaço-tempo que foi meticulosamente bordado pelo autor afim de nos congelar para o momento; o exato momento em que a linha tênue entre vida e morte perpassou os seis sobreviventes. Dos instantes iniciais de pânico e sofrimento até o que restou da catástrofe. 

O livro é muito bem divido em cinco atos que ao longo da leitura proporciona o entendimento profundo, fiel e exato da magnitude cruel da explosão que assolou as vidas japonesas. As histórias cruzadas desenham um Japão que no acender e apagar das luzes passou a sofrer de uma grave doença que emergiu rapidamente e em grande metástase: um cenário de terror e proporções apocalípticas. 

A narração jornalística pormenorizada pelo autor permitiu o emergir de um sentimento que se intensificou ao longo dos capítulos: compaixão. Os relatos dos personagens foi descrito alicerçado numa atmosfera ascendente de minúcias e sentimentalidades. As frases muito bem construídas, os pedidos de “socorro”, à luta pela sobrevivência dos integrantes da família, parentes e amigos, embora em tom jornalístico, germinou um sentimento de aproximação da dor que eles sentiram; e da incerteza do que o destino ainda reservaria para eles. A vida é de tantos caminhos, embora há muitos descaminhos diante dela.

A explosão da bomba não só vitimou o presente, colocou também um xeque-mate no futuro. Presente-futuro se abraçaram nas nuvens radioativas. Após a colisão da bomba a população da cidade, de forma instantânea, foi reduzida para menos da metade; milhares de mortos, feridos, ensaguentados. Ademais, o inimigo invisível e silencioso rondava o céu, o ar: a radiação. Muitos afetados por ela também tiveram suas vidas usurpadas; e aqueles que sobreviveram, passaram a carregar consigo sequelas eternas.  

“Uma centena de milhares de pessoas foram mortas pela bomba atômica, e essas seis são algumas das que sobreviveram. Ainda se perguntam por que estão vivas, quando tantos morreram…”  (Hersey,p.8)
A espiral de morte povoou o Japão assustadoramente. Os relatos dos seis “hibakusha” (termo que os japoneses utilizam para designar os sobreviventes da explosão) se entranham na história. Antes desse livro-reportagem, que inaugurou o gênero jornalismo-literário, os descaminhos do pós-Segunda Guerra Mundial, em especial o bombardeio dos Estados Unidos ao Japão, não havia sido tratado com a devida importância, os relatos normalmente privilegiavam o lado vencedor, e o pesadelo pelo qual passava o Japão era colocado para escanteio, sem ênfase ou aprofundamentos. 

A reportagem de Hersey, pulicada originalmente no jornal “The New Yorker”, em 1946, e depois agrupada neste livro, catapultou a sofreguidão dos japoneses. O outro lado do paraíso da vitória dos Estados Unidos. A realidade pós-explosão crua, nua, pulsante, viva na memória de cada história narrada pelos seis personagens. O brilhantismo de John Hersey reside no poder de aproximação que ele teve ao reportar o que viu e ouviu de cada um, isto é, sua escrita detalhista nos ancorou e enlaçou para à história. 

“Hiroshima” talvez seja uma das maiores feridas da Alma da humanidade. A forma como foi conduzida a narrativa dos “hibakusha” é uma importantíssima fonte de inspiração não só para o fazer jornalístico; nos traz também um generoso convite para reflexão dos caminhos que, de lá pra cá, a humanidade vem percorrendo. Pouco mais de setenta anos depois do acontecido, ao que parece, a antirrosa atômica que povoou o céu japonês jaz esquecida na memória de muitos, em especial, na consciência de reis e grandes líderes de nações. Vinícius de Moraes, poeta brasileiro, assim como John Hersey, lançou luz aos desastres e horrores ao descrever o contrassenso do bombardeio no poema-canção “Rosa de Hiroshima”, que ecoa pelo tempo na voz de Ney Matogrosso. 


Pensem nas crianças
Mudas, Telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas, inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas, Alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh! Não se esqueçam
Da rosa, da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A antirrosa atômica
Sem cor, sem perfume
Sem rosa, sem nada.
(Vinícius de Moraes/ Gerson Conradi)



segunda-feira, 19 de março de 2018

Resenha: O Menino do Pijama Listrado

março 19, 2018 1 Comentários




Título: O Menino do Pijama Listrado
Autor: John Boyne
Páginas: 189
Editora: Cia Das Letras

SINOPSE

Bruno tem nove anos e não sabe nada sobre o Holocausto e a Solução Final contra os judeus. Também não faz ideia que seu país está em guerra com boa parte da Europa, e muito menos que sua família está envolvida no conflito. Na verdade, Bruno sabe apenas que foi obrigado a abandonar a espaçosa casa em que vivia em Berlim e a mudar-se para uma região desolada, onde ele não tem ninguém para brincar nem nada para fazer. Da janela do quarto, Bruno pode ver uma cerca, e para além dela centenas de pessoas de pijama, que sempre o deixam com frio na barriga. Em uma de suas andanças Bruno conhece Shmuel, um garoto do outro lado da cerca que curiosamente nasceu no mesmo dia que ele. Conforme a amizade dos dois se intensifica, Bruno vai aos poucos tentando elucidar o mistério que ronda as atividades de seu pai. O menino do pijama listrado é uma fábula sobre amizade em tempos de guerra, e sobre o que acontece quando a inocência é colocada diante de um monstro terrível e inimaginável.

RESENHA

O livro conta a história do menino Bruno e sua família que vivia em Berlim, Alemanha e tiveram que se mudar para uma cidade estranha e distante. O pai dele era soldado e conseguiu um cargo alto de comandante e mantinha relação próxima do governo. Porém, isso não agradava a todos.
O livro é surpreendente e desde o início não deixa nenhuma pista de como será o final e para a curiosidade do leitor a partir do capítulo 12 começa a entusiasmar e lançar curiosidades a todo o momento, pois no decorrer acontecem fatos marcantes.

Na casa do comandante sempre havia jantar de negócios e ele exigia um comportamento exemplar dos filhos e familiares, mas sua mãe, a avó de Bruno não suportava a posição do filho, isso a deixava triste e desapontada.

Certo dia Bruno, o seu pai, a mãe e a irmã Gretel se mudaram para uma cidade chamada Haja-Vista. Ao chegar a sua nova casa sentiu uma decepção com o lugar e tudo que rondava o ambiente, pois não compreendia o fato de haver uma cerca separando as pessoas e tudo que acontecia era incompreensível para uma criança de apenas nove anos. Suas lembranças com seus amigos entristeciam, pois deixou seus melhores amigos para trás.
O menino observava o ambiente pela janela do quarto, mas não entendia aquela divisão entre as pessoas. Eram soldados e indivíduos vestidos de pijamas. Sua vontade de obter respostas era constante, porém seus pais haviam proibido de circular fora da casa e de fazer qualquer comentário. A cada dia se sentia mais solitário e não podia contar com a irmã porque ela era mais velha alguns anos e se sentia adulta e debochava de suas atitudes.

Cansado de ficar em casa Bruno resolve colocar as botas e sair para explorar, pois era uma de suas preferências quando vivia em Berlim. Ele amava explorar os locais e fazer descobertas, mas desta vez teria que ser cuidadoso para não ser visto por ninguém, principalmente pelos soldados. Após andar por mais de uma hora já desapontado descobre um vulto e ao se aproximar ver uma criança do outro lado da cerca. Para sua alegria ambos conversam e se inicia uma amizade sem que sejam descobertos.

A família de Bruno não comenta nada para que as crianças não saibam dos acontecimentos naquele local e mantém contato somente com soldados, inclusive fazem jantar e convidam alguns. Gretel em sua fase de pré-adolescência foca apenas em sua beleza e em seus cabelos e finge está bem. O clima vive sempre tenso e estranho, como se não houvesse nada agradável e a mãe de Bruno não se anima com a vida atual.

A relação familiar não estava bem e a mãe de Bruno queria sair daquele ligar e voltar a sua vida normal, mas o comandante não podia retornar para Berlim. O menino com seu novo amigo planejavam fazer novas descobertas mesmo sem saber do perigo que o aguardava, pois não tinha conhecimento dos fatos.

Quando a mãe de Bruno estava com tudo pronto para retornar a sua antiga casa acontece algo inesperado que abala toda a família e infelizmente nada voltara a ser como antes. O fato mais incompreensível e aterrorizante acontece em sua família e nem mesmo os soldados conseguem desvendar tamanho mistério. O comandante fica desolado e Gretel chora todos os dias.

Quais motivos levaram a mudança da família de Bruno para uma cidade distante?
O que o comandante fazia de tão desprezível que a própria mãe não o apoiava?
O que houve na família de Bruno que chocou a todos e desolou o comandante?

Leia O Menino do Pijama Listrado e descubra respostas para todas essas perguntas e se emocione com o final surpreendente e triste.


segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Resenha: Armadilhas da Mente

fevereiro 19, 2018 6 Comentários


Titulo: Armadilhas da Mente
Autor(a): Augusto Cury
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 256

SINOPSE:
Camille é uma mulher bela, rica e brilhante, capaz de deixar as pessoas impressionadas com sua habilidade de debater e argumentar. Mas seus diplomas e seu intelecto não foram suficientes para evitar que se tornasse vítima de suas próprias emoções. 
Casada com o banqueiro Marco Túlio, Camille sempre foi fechada em seu próprio mundo. Crítica, obsessiva, pessimista, não gostava de ser confrontada e não se curvava diante de ninguém, nem de psiquiatras ou psicólogos. Não concluía nenhum tratamento. 
Vendo a depressão, as manias e as fobias de sua esposa se agravarem, Marco Túlio resolve comprar uma linda fazenda para que ela possa se afastar do estresse da cidade, respirar ar puro, se reconectar com a natureza e, quem sabe, com ela mesma. Mesmo assim, transtornos mentais a impedem de sair de casa e pesadelos constantes não a deixam dormir. Enclausurada em sua própria mente, Camille piora a olhos vistos. 
A reviravolta, porém, muitas vezes começa onde menos se espera. Quando conhece o excêntrico jardineiro da fazenda, Camille se surpreende com sua inteligência e, ao interagir com ele, a alegria volta pouco a pouco ao seu coração. 
Em seguida entra na sua vida o sábio e instigante psiquiatra Marco Polo, que a estimula a superar os conflitos e procurar um personagem que deixara pelo caminho - ela mesma. Camille terá que aprender a se perdoar e a compreender pessoas 'imperdoáveis'.
RESENHA:
Armadilhas da Mente é um livro encantador e cheio de emoções, nos faz refletir muito por trazer grandes lições de vida. É um livro que fala sobre a mente humana e para isso explica baseado na vida da personagem Camille, que apesar de ser extremamente inteligente e bem sucedida, possui vários fantasma em sua mente que a desestabiliza completamente.

Camille é rica e bem sucedida, casada com Marco Túlio, um homem de negócios que se tornou bilionário ao lado dela. A mente de Camille é como um mar incontrolável, ela se torna controlada e não consegue voltar a ter domínio de si, isso a deixa vítima de tudo, da depressão e ansiedade. Nenhum psicólogo compreende seu estado psicológico.

Com o passar do tempo Camille se isola e se distancia do marido, deixa de trabalhar e passa o tempo em casa, mesmo assim Marco Tulio tenta ajudá-la levando a vários psicólogos e todas tentativas são em vão. Até que um dia decide sair da cidade e leva Camille para morar em uma fazenda com o intuito dela melhorar e se libertar dos pensamentos que escraviza.

Na fazenda ela conhece um homem muito alegre que trabalha cuidando do jardim, ele vive sempre de bem com a vida e isso a deixa intrigada. Embora seja uma pessoa simples terá um papel fundamental na cura de Camille.

O livro é bem organizado e está dividido em capítulos o que torna a leitura mais agradável e dinâmica. A escrita simples deixa a leitura leve e atrativa, de fácil compreensão. 


O livro prende o leitor do início ao fim, por se tratar de uma história cheia de surpresas e emoções, onde mostra a fundo o cárcere da emoção e as armadilhas que a mente pode pregar na vida de qualquer pessoa que não saiba lidar com os fantasmas da mente. Mostra que devemos superar os medos e não abrir espaço para pensamentos negativos e ilusões, para evitar criar uma realidade que não existe.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Crônica Baseada no Livro "Mundo Singular" Entenda o Autismo

fevereiro 08, 2018 6 Comentários



Olá, amores, leiam essa Crônica baseada na leitura do livro “Mundo singular: entenda o autismo”, de Ana Beatriz Barbosa Silva, Mayra Gaiato, Leandro Reveles.

Espero que vocês gostem dessa crônica feita por João Paulo, acadêmico em Jornalismo pela Universidade Federal de Sergipe. Beijos.

As diferentes constelações do espectro autista envolve cada criança numa atmosfera singular de um sentir único de solidão e incompreensão. Um mundo grandioso mergulhado dentro de si mesmo. Cada criança se apresenta como um universo a ser explorado, entendido. Eles buscam por meio do olhar que não demora o entendimento de tudo que os rodeia. A visão extraordinária dos detalhes busca enxergar os fragmentos de realidade; a pequena porção de um todo. O olhar que não se fixa no rosto e olhos caminham de mãos dadas com o desejo de enxergar uma realidade particular, íntima. Essa percepção legitima a vontade de transpor seu mundo e buscar o outro. A conexão entre esses dois mundos acontece, nos diferentes níveis do espectro autístico, como uma ponte para a socialização. O autista não quer viver sufocado em si mesmo. Mas às vezes não consegue ser entendido, ouvido. O coração dos autistas, assim como muitos instrumentos musicais, depende de quem o toca. A família é o amparo maior, o reduto onde os anjos e demônios do pensamento norteiam a direção primeira da vida. Aprender a interpretar a criança por inteira é uma tarefa tão árdua quanto projetar seu futuro na sociedade. Os pais se veem diante da imensidão de um mar cruel de dúvidas, incertezas, medo. Tudo é tão novo e ao mesmo tempo tão visceral e desafiador. A quem clamar por ajuda? Como ser ouvidos? Como desbravar um filho sem saber qual caminho percorrer? O pânico crava no peito as unhas do desespero, mas não cala o desejo de ultrapassar barreiras e vencer desafios.

Os pais se transformam em legítimos missionários conduzindo a dura missão de ofertar à vida social um ser que dentro de seu meio familiar não é facilmente compreendido. O espectro autístico é tão flexível que gira constantemente ao redor de extremos: enquanto há crianças que não falam, não andam, sequer sabem se comunicar; há outras que desenvolvem talentos incríveis nas ciências exatas, artes plásticas, cênicas, música e afins. Lidar com extremos não é tarefa fácil, por isso que cada criança é um universo particular, isto é, dentro dela se comporta uma singularidade de gestos, manias, olhares, interesses, sensações. Tudo é único, apesar de semelhanças; concreto, apesar de abstrações; singelo, apesar de confusões.

Fred, 8 anos, passa horas olhando o vento balançar as folhas de sua árvore predileta, e sorri para cada folha que lentamente percorre o ar e depois é acolhida pelo chão; Jonas, 7 anos, dedica seu tempo para saber tudo sobre carros; é apaixonado por automóveis, e dedica longas horas do seu dia a ler o quanto puder sobre veículos; Maria, 6 anos, não deixa seu olhar fixo na professora durante as aulas, seu olhar se encontra perdido na janela admirando o ir e vir dos ônibus; Gael, 9 anos, não se interessa em fazer amizades, dedica seu tempo na escola a leitura de poesias; percorre as aulas com um livro na mão, conduzido por estrofes e versos. Apesar dos comportamentos repetitivos, deficiência na comunicação e interação social, Fred, Jonas, Maria e Gael vivem numa plenitude sem fulminação. Numa redoma de sentimentos que podem parecer, à primeira vista, impenetrável, mas que não o é. Haverá crianças, assim como eles, que logo de imediato se recusarão a compartilhar seu mundo; outras que irão aos poucos o mostrando conforme se sentirem seguras e acolhidas dentro da exata dimensão de si mesmo. O mundo do outro pode parecer invasivo, intimidador, desinteressante, exaustivo. Mas isso irá depender de cada universo particular. Cada criança é um mundo que desabrocha à nossa frente.

O mundo a sua volta não é o todo; é um pequeno fragmento dessa grande porção. O olhar não compreende ter uma ampla visão de tudo que o cerca, mas capturar um fragmento da realidade vista. O detalhe do rosto, do cabelo, dos olhos, sorrisos e lábios são mais atrativos que a expressão facial contida num sorriso. A realidade é observada como um quebra-cabeças: somente após juntar as pequenas peças de realidade é que o todo vem à tona.

Os guardiões desse universo – os pais, resguardam consigo o desejo de que eles voem para o mundo – sem esquecer de seu ninho de origem, desbravem pessoas, lugares, e, principalmente, a vida; a sua própria vida. Eles, mais que quaisquer pessoas, sabem da força motriz que há no sentimento que os impulsionam a superar descaminhos e precipícios em busca do direito de vê-los em comunhão com a sociedade. Há no céu mais estrelas de esperança que nuvens de pessimismo. Muitos podem questionar: “vale a pena passar por tudo isso e ter um filho nesse mundo tão complicado?” A resposta ecoa no peito daqueles que olham e enxergam além do óbvio, do comum: “depende do quando de amor você queira sentir na vida”. Os guardiões desse amor têm consciência que também são céu para os voos de muitos infinitos particulares. 

Por: João Paulo   falecomjpoliveira@hotmail.com

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

RESENHA: Homens e Anjos

fevereiro 02, 2018 7 Comentários




SINOPSE:

A vida da bela Isa começa a mudar. A ausência do marido que viaja para a África a trabalho, o vazio que sente com ausência dele a faz reviver constantemente o passado de pobreza e a agressividade entre seus pais, fazendo com que se sinta cada vez mais insegura.
Ela, que só tinha olhos para o trabalho, o filho e o marido, depara então com aqueles lindos olhos azuis. Eduardo, o cliente de sua empresa, não é um homem comum, é misterioso e fascinante ao mesmo tempo.
Isa descobre o desejo, começa a ceder aos encantos de Eduardo, um homem intenso.
Dividida entre a ética e o desejo, ela se pergunta se ainda ama Júlio, seu marido, e sua escolha poderá mudar tudo.
Mas Isa não está só, ela conta com a proteção de Miniel, seu anjo.
Ele irá guiá-la por esse caminho repleto de sentimentos, inseguranças e descobertas fascinantes.



RESENHA:

A historia contada no livro Homens e Anjos se encaixa totalmente na realidade de qualquer pessoa, pois os fatos, a vida dos personagens, os problemas e paixões relatados são vividos por muita gente. É como se a autora tivesse analisado as relações de muitas pessoas a sua volta para conseguir explorar tão bem e desenvolver uma narrativa surpreendente e emocionante como essa. A leitura é contagiante e faz o leitor querer saber o desfecho de uma vez, de cada personagem, além de proporcionar muito prazer.

A autora descreve cada detalhe de todas as cenas vividas pela personagem principal Isa, que é uma mulher forte, inteligente, bonita e atraente. A vida de Isa é contada desde criança, pois o livro intercala o presente com o passado durante 70% da história, o que faz o leitor conhecer muito bem a história de vida dela e desejar que seu presente seja surpreendente e preenchida de realizações.



Isa teve uma infância sofrida e muito triste, sua família passava por sérias dificuldades e sua felicidade era apenas quando sonhava ou estava na escola ao lado de sua melhor amiga, Amanda. Infelizmente teve que passar por inúmeras perdas desde a infância o que a deixava muito abalada. Tudo que ela mais queria na vida era crescer e poder ajudar a família a sair de uma situação tão lamentável, pois não suportava mais ver tanta dor e sofrimento nos olhos dos pais.

Quando adulta, Isa começou a trabalhar e estudar na faculdade, mas houve outra perda significativa que abalou seu psicológico e precisou de muito tempo para se recuperar. Ao construir sua vida ao lado de Júlio pensou que estava realizada e resolvida, porém alguns anos depois conheceu outra pessoa que mexeu com seus sentimentos e a fez se entregar a essa paixão, já não tinha medo do que podia acontecer e só queria viver como nunca tinha vivido e amar sem pressa.



O livro além de contar uma história bem elaborada com fatos bem reais e circunstâncias adversas, trás trechos erotizados e marcantes, que Isa vive com Eduardo, seu grande amor. A cada capítulo a autora consegue instigar a leitura por meio de sugestões que o leitor imagina acontecer breve, além da descrição dos lugares visitados pelos personagens que remetem a histórias antigas e proporciona muito conhecimento.

O que mais me chamou atenção foi o fato dos personagens serem maduros e muito experientes, assim todos mostraram muita maturidade e em nenhum momento deixou a desejar. Todos estavam em sintonia e se encaixavam em cada detalhe do enredo.




O livro é bem organizado, dividido em capítulos, com folhas amareladas o que torna a leitura mais confortável e o tamanho da letra grande. Gostei muito dos detalhes. A única coisa que me incomodou foi algumas partes da intercalação da história com o passado, por ter falado mais do passado que do presente, fiquei com muita expectativa para saber o futuro de Isa com Eduardo e isso me deixava angustiada.  

A autora se demonstrou muito cuidadosa na forma de enviar o livro e mandou em uma caixa linda e personalizada com o nome do livro. 

O livro foi publicado pela editora Fragmentos. 

Instagram: @escritoralucianaoliveiraR

Facebook: https://www.facebook.com/escritoralucianaoliveira/

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

SORTEIO

fevereiro 01, 2018 6 Comentários


Olá, amores! Hoje trago uma novidade para vocês, o sorteio desse livro maravilhoso A Dimensão de Arkam, da escritora sergipana Marianne Rocha.

O sorteio oficial está na página do Instagram  @historiasdaiza  Para participarem é só acessar lá e conferir todas as regras. 

Está no sorteio esse livro maravilhoso e vários marcadores sortidos. Vocês vão amar. Beijos.